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Crescendo no mercado, Chai lembra dificuldades no início: “muita gente desacredita”

Começar uma carreira de DJ não é tarefa fácil. É preciso ter muita paciência para esperar a sua hora chegar, aguentar coisas que poucos estão dispostos e saber que não é do dia para a noite que vai ganhar dinheiro. Ricardo Chaibub, o Chai, presença constante em festas universitárias de São Paulo, sabe muito bem como foi passar por esse processo.

Formado em Publicidade e Propaganda pela ESPM, o jovem de Ituverava começou a caminhada em 2015. Tudo aconteceu de repente, sem pretensão ou algo projetado há tempos.

Só aconteceu de eu virar DJ. Sempre gostei muito de música, sempre gostei de ouvir de tudo. Também queria ter uma banda, mas como nunca toquei nada muito bem, nem cantei bem, só segui a vida. Quando tinha 19 ou 20 anos, era amigo de um DJ que tocava numa festa e pedi pra ele me explicar. Achei legal a ideia, fui me interessando cada vez mais e foi virando. Acabou virando uma profissão e tiro minha grana toda só com isso”, contou Chai.

O começo de tudo, ainda em 2015, foi um projeto em dupla com o amigo e xará Ricardo Tatsuo, batizado de TooRich. A criação deu bastante espaço e foi importante no começo da carreira, abrindo algumas portas no cenário universitário. Um ano depois, Ricardo decidiu se aventurar na carreira solo e as primeiras barreiras da profissão surgiram.

“No começo, ninguém sabia quem eu era, não conheciam meu som, era muito complicado. Tinha que tocar muito de graça, ficar pedindo favor para as pessoas, coisa que considero ser muito chatas. Foi muito complicado ter esse voto de confiança, sempre tocava em horários ruins”, lembra o DJ.

Cê acredita?

Quando alguém começa a dar os primeiros passos na carreira de DJ, várias pessoas olham torto e acham que aquilo nunca vai dar certo. Chai passou pela mesma situação, mas isso, no fundo, serviu de combustível para o jovem buscar seu espaço. Recentemente, ele foi um dos nomes de sucesso do Carnaval de Votuporanga, que reuniu milhares de pessoas. Parece que o jogo virou, né?

“Eu acho estranho porque no começo muita gente desacredita. Quando você quer seguir um sonho meio louco, muita gente não bota fé. As pessoas criticam, falam mal, mas isso serve de motivação, serve pra levantar a cabeça e criar resistência pra esse tipo de coisa. A motivação é maior quando duvidam de você. Ao mesmo tempo, tem as pessoas que elogiam e dão ainda mais motivação pra seguir o que estava fazendo”, explicou.

Relação com as faculdades

Os primeiros shows foram em festas universitárias, mercado que Chai definitivamente ganhou espaço. Com várias aparições nos eventos das principais faculdades de São Paulo, o jovem se tornou residente do Galleria Bar, às quartas-feiras, local que tem bombado demais nos últimos tempos.

“Eu tenho uma consideração enorme pelo mercado universitário porque foi onde eu comecei. Ainda gosto muito de tocar porque a galera é muito animada. Então, sempre que pinta oportunidade de tocar numa festa bacana, eu toco porque me identifico muito, sempre ia durante a faculdade, vai ter sempre um lugarzinho no meu coração”, comentou sobre a relação.

Futuro

Como todo grande sonhador, Ricardo Chaibub ainda quer correr atrás de muita coisa para se estabelecer e fazer sucesso no mercado. A motivação essencial está na essência: fazer o que ama.

“Meu sonho maior de todos é viver de música. Poder fazer minhas próprias produções, criar minhas próprias músicas. Trabalhar com artistas que eu queira trabalhar, trocar de país, tocar viajando o mundo. Ter uma carreira de DJ legal, consolidar bem isso. Eu tô seguindo esse sonho, esse caminho, já tenho algumas coisas acontecendo. Tá tudo rolando conforme o planejado. No final das contas, quero que pensem “esse cara é foda, quero ser que nem ele””, completou o DJ.