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Ministro de Bolsonaro defende a participação de empresas privadas nas universidades federais

Na última terça-feira (6), o futuro Ministro da Ciência e Tecnologia do governo de Jair Bolsonaro (PSL), Marcos Pontes, defendeu em depoimento a mudança na lei que trata de parcerias entre as empresas privadas e as universidades públicas.

Há suposições de que o tenente-coronel e astronauta brasileiro irá herdar do Ministério da Educação as atribuições sobre o ensino superior. A decisão ainda não está confirmada, mas em uma entrevista coletiva no Centro Cultura Banco do Brasil, em Brasília, Marcos Pontes já demonstrou suas opinões sobre temas das universidades.

Na lei atual, a receita das universidades é arrecadada de forma autônoma e está prevista no orçamento que o Ministério da Educação encaminha para as instituições. Mas se a universidade receber recursos privados acima do que está previsto, o governo deixa de repassar o valor equivalente.

O futuro ministro tem tido reuniões com federações e grupos de empresários do setor com o intuito de estimular essa área e acredita que o incentivo do setor privado pode ser muito benéfico dentro das instituições.

A legislação tem que ser revista para permitir que universidades recebam recursos diretamente para investimentos em pesquisa, projetos, patentes que interessem à empresa. Essa é uma das minhas bandeiras”, afirmou em entrevista para a revista VEJA.

Marcos Pontes comentou que o Brasil deve se inspirar em modelos americanos sobre esse assunto: “Nos Estados Unidos, existem muitas empresas trabalhando com as universidades e isso gera melhor infraestrutura, laboratórios e mais incentivo as pesquisas.”